Zakhar Smushkin
Origem da fortuna: Papel e celulose, diversificados
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Biografia
No início dos anos 90, Zakhar Smuskhin e o seu parceiro de negócios Boris Zingarevich estavam activos no comércio de troca com fábricas de papel e celulose russas.
Mais tarde, na década de 1990, durante a fase de privatização na Rússia, eles compraram sua primeira fábrica, a fábrica de celulose e papel Kotlas.
O Grupo Ilim dos parceiros formou uma joint venture em 2007 com a empresa multinacional International Paper; a empresa opera na Rússia como Grupo Ilim.
Como parte do acordo, a International Paper comprou 50% da Ilim por aproximadamente $650 milhões.
Em 2023, a International Paper vendeu o seu interesse de 50% no Grupo Ilim aos parceiros russos.
Smushkin também possui cerca de 3.500 hectares de terra perto de São Petersburgo.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Zakhar Smushkin
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Zakhar Smushkin, vinculada a Diversificado e 'Papel e celulose, diversificados', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 13 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.