Zadik Bino
Origem da fortuna: Bancos, petróleo
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Biografia
Um nativo iraquiano, Zadik Bino mudou-se para Israel e subiu à cadeia no First International Bank of Israel, conhecido como FIBI.
Bino passou a ser CEO da FIBI de 1978 a 1986 antes de comprar a empresa duas décadas depois; ele ainda possui 28,5% do banco.
Ele comprou uma participação de 60% na empresa israelense Paz Oil em 1999 por 48 milhões de dólares.
Desde então, liquidou sua posição na Paz Oil em transações no valor estimado de 800 milhões de dólares.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Zadik Bino
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Zadik Bino, vinculada a Diversificado e 'Bancos, petróleo', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 20 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.