Jay-Z
Origem da fortuna: Música
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Biografia
Desde que se tornou o primeiro bilionário do hip-hop em 2019, Jay-Z mais do que dobrou sua fortuna graças aos seus lucrativos negócios de bebidas.
Ele vendeu 50% da marca Armand de Brignac, também conhecida como Ace of Spades, para produtos de luxo gigante LVMH em 2021, e vendeu a maioria de sua participação na marca de conhaque D'Usse para Bacardi em 2023.
Ele também é presidente e co-fundador da empresa de entretenimento Roc Nation, e tem participações em streaming de música gigante Tidal e no 40/40 Club Sports Bar.
Seus outros ativos variam de uma coleção de arte fina, incluindo obras de Jean-Michel Basquiat, seu catálogo de música e ações em empresas como Block e Uber.
Ele foi introduzido no Rock & Roll Hall Of Fame em 2021, e ganhou dois Emmys para os shows do Super Bowl em 2022 e 2023.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Jay-Z
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Jay-Z, vinculada a Mídia e Entretenimento e 'Música', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 20 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.