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Stephen Jarislowsky
#1096

Stephen Jarislowsky

Origem da fortuna: Gestão monetária

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Biografia

Stephen Jarislowsky fez a maior parte da sua fortuna no comando de Jarislowsky Fraser, a empresa de gestão de investimentos que fundou em 1955.

Ele se demitiu como CEO em 2012, mas continua sendo presidente emérito da empresa e presidente da Fundação Jarislowsky.

O banco canadense Scotiabank comprou Jarislowsky Fraser por cerca de US$ 750 milhões em estoque e dinheiro em abril de 2018.

Ele possui uma coleção de arte considerável que é composta em grande parte de arte canadense, mas também inclui jade chinês e impressionismo francês.

Ativos Financeiros

Bolsa
TORONTO
Ticker
BNS-CA
Empresa
Bank of Nova Scotia

A grande mentira das megafortunas: O caso de Stephen Jarislowsky

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Stephen Jarislowsky, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Gestão monetária', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 28 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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