Kavitark Ram Shriram
Origem da fortuna: Google, capital de risco
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Biografia
Kavitark Ram Shriram vendeu a maioria de suas ações, mas permanece no conselho de sua empresa-mãe, Alphabet.
Nascido na Índia, Shriram estudou matemática na Universidade de Madras. Depois de se mudar para os Estados Unidos, entrou para a Netscape em 1994 como executivo.
Mais tarde, tornou-se presidente da Junglee, uma empresa de compras de comparação online adquirida pela Amazon em 1998. Ram assumiu um cargo de vice-presidente na Amazon.
Deixou a Amazon e desde 2000 vem investindo em startups de tecnologia através de sua empresa, Sherpalo Ventures.
Seu portfólio inclui serviço de convite on-line Paperless Post, provedor de serviços de RH online Gusto e empresa de publicidade móvel InMobi.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Kavitark Ram Shriram
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Kavitark Ram Shriram, vinculada a Tecnologia e 'Google, capital de risco', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 28 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.