Robert Friedland
Origem da fortuna: Mineração
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Biografia
Robert Friedland é fundador e co-presidente executivo da Ivanhoe Mines, líder na indústria de mineração e metais preciosos.
Com sede em Singapura, Friedland é elogiada por encontrar minas lucrativas em áreas remotas, como Oyu Tolgoi, na Mongólia.
Licenciatura em Reed College, Friedland também financia Ivanhoe Capital, que investe em mercados emergentes.
Ele também tem uma participação na Clean TeQ Holdings, listada na Austrália, que fornece cobalto e níquel para produtores de baterias de lítio-ion.
Ivanhoe Atlantic de Friedland, anteriormente Alta Exploração de Energia, planeja investir US$ 5 bilhões em projetos de infraestrutura no Corredor da Liberdade de África, conectando a Guiné à Libéria.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Robert Friedland
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Robert Friedland, vinculada a Metais e Mineração e 'Mineração', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 22 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.