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Edward Bass
#1409

Edward Bass

Origem da fortuna: Petróleo, investimentos

Patrimônio líquido

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Módulos

Biografia

Em 1959 Edward Bass e seus três irmãos herdaram $2,8 milhões cada um do magnata do petróleo tio Sid Richardson.

Os irmãos dividiram sua herança em fortunas multibilionárias com a ajuda de apostas em petróleo e oleodutos que pagaram muito.

No início de 2017, Bass e seus três irmãos venderam sua empresa de petróleo para a ExxonMobil por 5,6 bilhões de dólares em ações. Os pagamentos futuros podem totalizar 1 bilhão de dólares.

Em 2018, Bass prometeu $160 milhões para reformar o Museu Peabody na Universidade de Yale.

Bass possui Sundance Square, uma área de 37 quarteirões do centro de Fort Worth dedicado à preservação histórica e construção da comunidade.

Ativos Financeiros

Bolsa
NYSE
Ticker
XOM-US
Empresa
Exxon Mobil Corp.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Edward Bass

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Edward Bass, vinculada a Energia e 'Petróleo, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 22 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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