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Ralph Lauren
#213

Ralph Lauren

Origem da fortuna: Aplicativo

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Biografia

Ralph Lauren é presidente executivo e diretor criativo de Ralph Lauren, seu império de moda. Ele controla 85% dos direitos de voto.

Lauren começou o negócio em 1967 de um pequeno escritório no Empire State. Sua primeira descoberta foi quando Neiman Marcus ordenou 1.200 gravatas.

Ele desistiu de sua posição como CEO em 2015. O filho dele, David, é o chefe da marca e oficial de inovação.

Nascido no Bronx para imigrantes judeus, Ralph Lifshitz, como ele era conhecido, trabalhou em meio período em uma loja de departamentos quando adolescente.

Durante 30 anos, Lauren apoiou a pesquisa do câncer de mama, cofundando o Centro Nina Hyde de Pesquisa do Câncer de Mama de Georgetown em 1989.

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Ralph Lauren

A grande mentira das megafortunas: O caso de Ralph Lauren

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Ralph Lauren, vinculada a Moda e Varejo e 'Aplicativo', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 104 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 6.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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