David Velez
Origem da fortuna: Fintech
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Biografia
Vélez é cofundador e CEO da Nubank, um banco digital baseado em São Paulo que oferece cartões de crédito, contas de verificação e seguro de vida.
Fundada em 2013, a Nubank tornou-se pública como Nu Holdings na Bolsa de Valores de Nova Iorque em dezembro de 2021; tem mais de 100 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia.
Vélez iniciou o Nubank depois de ver que cinco bancos brasileiros controlavam 80% do mercado e cobravam altas taxas por produtos financeiros básicos.
Antes de Nubank, ele fez períodos de investimento bancário na Morgan Stanley, capital privado na General Atlantic e capital de risco na Sequoia.
Vélez nasceu em Medellín, Colômbia. Ele e sua família fugiram para a Costa Rica quando ele tinha nove anos para escapar da violência causada por cartéis de drogas em guerra.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de David Velez
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de David Velez, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Fintech', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 105 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 6.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.