Phil Ruffin
Origem da fortuna: Cassinos, imóveis
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Biografia
Phil Ruffin possui o Treasure Island Hotel & Casino mais 50% do Trump International Las Vegas hotel ao lado do amigo Donald Trump.
Filho de um merceeiro, Ruffin largou a faculdade para vender hambúrgueres com seus amigos, então usou os lucros para comprar lojas de conveniência.
De lá, ele se expandiu para imóveis: shoppings, parques de escritórios e hotéis, incluindo Marriotts no Alabama, Califórnia e Bahamas.
Em 1998, ele comprou o New Frontier Hotel & Casino por $165 milhões; ele vendeu por $1.2 bilhões em 2007 para o bilionário israelense Yitzhak Tshuva.
Ele comprou Treasure Island da MGM em 2009, em meio à grande recessão, por 775 milhões de dólares.
Em 2019, Ruffin comprou Circus Circus e o Las Vegas Festival Grounds da MGM por US$ 825 milhões.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Phil Ruffin
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Phil Ruffin, vinculada a Diversificado e 'Cassinos, imóveis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 31 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.