Frank Slootman
Origem da fortuna: Software
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Biografia
Frank Slootman é o CEO da Snowflake, uma empresa de banco de dados baseada em nuvem que ele entrou em 2019 e tornou público em 2020 em uma IPO de sucesso.
O IPO foi o terceiro para o holandês Slootman, que se mudou para a Califórnia para um emprego na Compuware durante o boom dotcom, em seguida, trabalhou na Borland Software.
Em 2003, tornou-se CEO da Data Domain, tornando-a pública em 2007 e vendendo-a à EMC em 2009 por US$ 1,8 bilhão.
Dois anos depois, ele voltou a ser presidente do Business ServiceNow, que ele guiou para um IPO 2012.
Incluindo as suas acções, o Slootman possui cerca de 4% do Snowflake.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Frank Slootman
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Frank Slootman, vinculada a Tecnologia e 'Software', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 31 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.