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Martin Haefner
#890

Martin Haefner

Origem da fortuna: Software, investimentos

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Módulos

Biografia

A fortuna de Martin Haefner provém em grande parte de sua antiga participação no fabricante de software de gerenciamento de TI CA Technologies, adquirida pela Broadcom em julho de 2018.

Ele herdou metade da participação de seu pai Walter na CA Technologies quando morreu em junho de 2012, em seguida, o bilionário mais antigo do mundo em 101.

Ele também herdou parte do revendedor de automóveis AMAG, que vende marcas, incluindo Volkswagen, Audi, Bentley e Porsche.

Sua irmã, Eva Maria Bucher-Haefner, herdou participações iguais na CA Technologies e na AMAG. Ele comprou sua participação na AMAG em 2018.

Martin é co-proprietário do Bellerive Hotel em Lausanne, Suíça, com sua irmã.

Ativos Financeiros

Bolsa
SIX SWISS
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JFN-CH
Empresa
Jungfraubahn
Bolsa
SIX SWISS
Ticker
STLN-CH
Empresa
Swiss Steel Holding

A grande mentira das megafortunas: O caso de Martin Haefner

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Martin Haefner, vinculada a Tecnologia e 'Software, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 34 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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