Marcelo Claure
Origem da fortuna: Distribuição de telemóveis
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Biografia
Marcelo Claure é um empresário boliviano e americano que serviu como diretor operacional da empresa japonesa SoftBank.
Depois de vender sua primeira empresa, uma rede de telefones regional, Claure fundou a Brightstar, uma distribuidora sem fio que visa a América Latina.
Claure vendeu Brightstar para SoftBank em 2014, então se juntou à empresa para executar Sprint, um investimento SoftBank, como CEO.
Grande parte de sua fortuna está agora presa em ações da T-Mobile, que se fundiu com a Sprint em 2020. A Claure está no quadro do T-Mobile.
Ele agora está fazendo investimentos através de seu escritório da família Claure Group, que possui participações no gigante de moda rápida SHEIN e empresa de private equity Brightstar Capital Partners.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Marcelo Claure
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Marcelo Claure, vinculada a Telecomunicações e 'Distribuição de telemóveis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 15 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.