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#1984

Joaquin del Pino y Calvo-Sotelo

Origem da fortuna: Construção

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Biografia

Joaquin del Pino y Calvo-Sotelo herdou sua participação no Ferrovial S.A., um dos maiores construtores do país, fundado por seu falecido pai Rafael del Pino Moreno.

Ferrovial, que significa caminho-de-ferro em espanhol, foi iniciado em um sótão no centro de Madrid e teve a sua grande oportunidade quando construiu a estrada-de-ferro entre as cidades de Las Rozas e Chamartín, estabelecendo 18 milhas de pista em 30 dias.

Seu negócio agora abrange aeroportos, rodovias, construção e energia.

Antigamente proprietário do Aeroporto de Heathrow, em Londres, Ferrovial construiu sua terceira pista, dois terminais e um sistema de bagagem integrado.

Del Pino y Calvo-Sotelo sentou-se na diretoria da empresa de 2010 a 2021.

Seu irmão Rafael preside a empresa e sua irmã Maria é presidente da fundação caridosa da família; ambos também são bilionários.

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Joaquin del Pino y Calvo-Sotelo

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Joaquin del Pino y Calvo-Sotelo, vinculada a Construção e Engenharia e 'Construção', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 15 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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