Dinara Kulibayeva
Origem da fortuna: Bancário
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Biografia
Dinara Kulibaeva é filha do ex-presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, e compartilha a maioria do Halyk Bank com seu marido, Timur Kulibayev.
Seu portfólio também inclui investimentos focados na construção, operação e manutenção de poços de petróleo e gás.
Ela se beneficiou da venda de 2014 da Altynalmas Gold à Polymetal, parte do bilionário russo Alexander Nesis, por dinheiro e ações da empresa.
A Forbes assume que todos os ativos de Kulibaeva são propriedade de 50/50 com a Timur, dando-lhes um patrimônio líquido igual.
O Halyk Bank, com sede em Almaty, Cazaquistão, é a sua mais valiosa exploração.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Dinara Kulibayeva
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Dinara Kulibayeva, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Bancário', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 40 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.