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Naguib Sawiris
#747

Naguib Sawiris

Origem da fortuna: Telecom

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Biografia

Naguib Sawiris é um descendente da família mais rica do Egito. Seus irmãos Nassef e Samih também são bilionários.

Ele construiu uma fortuna em telecomunicações, vendendo a Orascom Telecom em 2011 para a empresa de telecomunicações russa VimpelCom (agora Veon) em uma transação multibilionária.

Ele é presidente da Orascom TMT Investments, que tem participações em um gerente de ativos no Egito e empresa italiana de internet Italiaonline, entre outros.

Ele também desenvolveu um resort de luxo chamado Silversands na ilha caribenha de Granada.

Ativos Financeiros

Bolsa
ABU DHABI
Ticker
ORAS-AE
Empresa
Orascom Construction

A grande mentira das megafortunas: O caso de Naguib Sawiris

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Naguib Sawiris, vinculada a Telecomunicações e 'Telecom', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 40 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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