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Biografia
Wayne Rothbaum, que fundou a empresa de investimento Quogue Capital em 2001, tornou-se um investidor de biotecnologia de sucesso, empregando apenas seus próprios fundos.
Em 2012, Rothbaum cofundou e tornou-se o maior investidor no desenvolvimento de drogas cancerosas Acerta Pharma, cuja droga Calquence foi aprovada para tratar formas de linfoma e leucemia.
Em 2016, a AstraZeneca pagou US$ 4 bilhões por 55% da Acerta Pharma e concordou em adquirir o restante da Acerta por quase US$ 2,5 bilhões pagos entre 2022 e 2024.
Rothbaum é presidente executivo de duas firmas de medicamentos para o câncer: Kartos Therapeutics, que ele cofundou em 2016, e Telios Pharma, co-fundado em 2019.
Rothbaum também liderou uma reestruturação da empresa de biotecnologia listada Iovance Bioterapêutica, onde ele é um membro do conselho e o maior acionista, com uma participação de 9%.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Wayne Rothbaum
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Wayne Rothbaum, vinculada a Saúde e 'Investimento em biotecnologia', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 21 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.