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#1763

Shlomo Kramer

Origem da fortuna: Software, investimentos

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Módulos

Biografia

Shlomo Kramer é cofundador e CEO da Cato Networks, uma startup de segurança em nuvem avaliada por investidores em 2021 em US$ 2,5 bilhões.

Ele co-fundou o Check Point Software, um pioneiro em segurança de firewalls, com outros israelenses Gil Shwed e Marius Nacht em 1993. Check Point tornou-se público em 1996.

Kramer co-fundou a empresa Imperva em 2002; tornou-se pública em 2011 e foi adquirida pela Thoma Bravo em 2019 por cerca de US$ 2,1 bilhões.

Kramer era um investidor e membro do conselho da empresa de segurança cibernética Palo Alto Networks, fundada pelo ex-funcionário de Check Point Nir Zuk.

Ele também investiu em vendas de software fabricante Gong, empresa de segurança cibernética Exabeam e empresa de dados em nuvem Sumo Logic.

Ativos Financeiros

Informação de ativos financeiros não disponível.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Shlomo Kramer

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Shlomo Kramer, vinculada a Tecnologia e 'Software, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 17 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.1 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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