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Shaul Shani
#816

Shaul Shani

Origem da fortuna: Telecom

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Biografia

Shaul Shani é um investidor israelense que vendeu a empresa brasileira Global Village Telecom à Vivendi por US$ 4,5 bilhões em 2009; sua tomada foi de US$ 1,4 bilhão.

Desde então, aumentou a sua fortuna através de empréstimos e investimentos mezaninos em economias emergentes.

A partir da década de 1980, ele co-fundou três empresas; duas delas, a Oshap Technologies e a Tecnomatix, foram adquiridas por $210 milhões e $228 milhões.

Em 2014, Shani assumiu o controle do fabricante de equipamentos de comunicação israelense ECI Telecom; ele concordou em vender para a Ribbon Communications de capital aberto em 2019.

Em 2021, Shani tornou-se presidente de Rashi, uma das maiores instituições de caridade de Israel.

Ativos Financeiros

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Ticker
RBBN-US
Empresa
Ribbon Communications

A grande mentira das megafortunas: O caso de Shaul Shani

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Shaul Shani, vinculada a Telecomunicações e 'Telecom', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 37 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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