Isaac Perlmutter
Origem da fortuna: Quadrinhos Marvel
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Biografia
Isaac "Ike" Perlmutter derrotou Carl Icahn pelo controle da empresa de quadrinhos da Marvel em 1998.
Ele reviveu as ações da empresa produzindo filmes de herói como "Spiderman", "Daredevil", "Hulk" e "Homem de Ferro".
Em 2009, ele vendeu a maioria da Marvel para a Disney por $4 bilhões em dinheiro e ações; ele serviu como presidente até que a Disney o demitiu em 2023.
Perlmutter imigrou para os EUA de Israel com apenas $250 em 1967 e vendeu brinquedos nas ruas de Brooklyn, onde foi apresentado à Marvel.
Ele e a mulher doaram mais de 50 milhões de dólares para pesquisa sobre cancro no Centro Médico Langone da NYU.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Isaac Perlmutter
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Isaac Perlmutter, vinculada a Mídia e Entretenimento e 'Quadrinhos Marvel', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 37 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.