Sarah Humphreys Atkins
Origem da fortuna: Cobertura residencial
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Biografia
Sarah Humphreys Atkins é uma herdeira da Galena, uma fortuna de telhado Tamko.
Seu avô E. L. Craig começou a empresa em 1944, aos 69 anos, em um antigo celeiro de bondes em Joplin, Missouri.
Hoje, Tamko é o quarto maior fabricante de telhas nos Estados Unidos. A empresa registrou US$ 1,2 bilhão em 2023 de receita.
A família Humphreys vendeu uma participação de 25% no negócio ao Carlyle Group, uma empresa de ações privadas de US$ 447 bilhões (ativos sob gestão), por uma quantia não divulgada em 2019.
Sara e seu irmão Davi, e suas respectivas famílias, dividiram os 75% restantes.
Atkins é casado com o comissário Paul Atkins. Tanto ela como o Atkins são directores da Tamko.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Sarah Humphreys Atkins
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Sarah Humphreys Atkins, vinculada a Manufatura e 'Cobertura residencial', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.