Ryan Graves
Origem da fortuna: Uber
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Biografia
Ryan Graves foi o primeiro empregado contratado no serviço Uber em 2010.
Graves foi CEO por um breve período em 2010, então presidente e, mais recentemente, SVP de Operações Globais, trabalhando como "empreendedor e construtor residente".
Ele anunciou que se demitiu como executivo da Uber em agosto de 2017, dois meses depois que o co-fundador Travis Kalanick foi forçado a se demitir como CEO.
Graves deixou o conselho da Uber em maio de 2019, algumas semanas após sua oferta pública inicial; na época ele possuía cerca de 2% das ações da empresa.
Agora, Graves dirige empresa de investimento privado Saltwater, que adquire pequenas empresas lucrativas.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Ryan Graves
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Ryan Graves, vinculada a Tecnologia e 'Uber', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 10 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.