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Biografia
Roger Samuelsson é um empresário sueco que possui 68% da SHL Medical, a maior fabricante mundial de autoinjectores.
Ele se mudou para Taiwan em 1988 e co-fundou a empresa um ano depois, depois de vários anos enviando mercadorias locais, incluindo luvas de boxe de volta para a Suécia.
A empresa sueca de private equity EQT adquiriu uma participação de 31% na SHL Medical em 2020; agora possui 32%.
A SHL Medical foi pioneira em autoinjetores para administração domiciliar de medicamentos e seus clientes incluem Novo Nordisk, Amgen e Pfizer.
Samuelsson também possui o megayacht Octopus de 414 pés, anteriormente propriedade do co-fundador da Microsoft Paul Allen (m. 2018).
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Roger Samuelsson
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Roger Samuelsson, vinculada a Saúde e 'Dispositivos de entrega de medicamentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 29 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.