Roberto Sallouti
Origem da fortuna: banca
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Biografia
Roberto Balls Sallouti é um dos parceiros da BTG Pactual Holding e CEO do BTG Pactual Bank, onde trabalha desde 1994.
Balls Sallouti também é co-fundador do Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli), uma faculdade sem fins lucrativos, juntamente com o bilionário BTG André Esteves, e fundador da BTG Investments LP.
Balls Sallouti fez parte de um grupo que formou um fundo de doação e implementou um novo modelo de governança que salvou o Museu de Arte de São Paulo (MASP) da falência.
O Banco BTG Pacto foi fundado em 1983 e tem funcionado como uma parceria meritocrática desde a sua criação.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Roberto Sallouti
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Roberto Sallouti, vinculada a Finanças e Investimentos e 'banca', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 17 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.1 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.