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Roberto Irineu Marinho
#1309

Roberto Irineu Marinho

Origem da fortuna: Mídia

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Biografia

Roberto Irineu Marinho e seus dois irmãos bilionários, João Roberto e José Roberto, herdaram o controle da Globo, o maior grupo de mídia do Brasil.

O avô Irineu Marinho iniciou a Globo em 1925 com um jornal. Ele morreu 25 dias após a primeira edição ser publicada e seu filho Roberto assumir.

O Grupo Globo inclui a maior emissora do Brasil, a Rede Globo, a maior empresa de jornais do Brasil e a Globosat, a maior fornecedora de TV por assinatura do Brasil.

Em dezembro de 2017, Roberto Irineu deixou o cargo de presidente executivo do grupo. Pela primeira vez, um membro não familiar assumiu essa posição.

Continua vice-presidente do conselho de administração, presidido por seu irmão João Roberto Marinho.

Ativos Financeiros

Informação de ativos financeiros não disponível.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Roberto Irineu Marinho

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Roberto Irineu Marinho, vinculada a Mídia e Entretenimento e 'Mídia', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 23 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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