Richard Sands
Origem da fortuna: Licor
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Biografia
O pai de Richard e Robert Sands, Marvin, fundou um humilde negócio de vinho em 1945 aos 21 anos.
Essa pequena operação transformou-se num behemoth negociado publicamente agora chamado Constellation Brands, que gera quase US $ 10 bilhões em receita anual.
A empresa é conhecida pela sua implacável série de aquisições. As subsidiárias incluem vinho Robert Mondavi e Vodka Svedka.
A Constellation também detém os direitos do negócio americano de cerveja do Grupo Modelo, incluindo seus rótulos Modelo e Corona.
Richard Sands, que entrou para a empresa em 1979, foi CEO de 1993 a 2007. Ele serviu como presidente de 1999 a 2018 e agora é um diretor não-gerente.
A família (incluindo a sobrinha Abigail Bennett e o sobrinho Zachary Stern) recebeu US$ 1,5 bilhão (pré-imposto) de dinheiro para desistir do seu poder de voto em 2022.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Richard Sands
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Richard Sands, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Licor', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 18 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.