Richard Desmond
Origem da fortuna: Publicação
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Biografia
Richard Desmond fundou a Northern & Shell, que publicou os jornais Daily Express, OK! e as revistas Star, e opera a Health Lottery do Reino Unido.
Desmond foi criado pela secretária da mãe num apartamento de garagem. Os pais divorciaram-se depois que o pai, um executivo de publicidade, apostou as suas poupanças.
Desmond co-fundou sua primeira revista, "International Musician and Recording World", aos 22 anos, em seguida, tornou-se licenciado da Penthouse no Reino Unido.
Ele expandiu para títulos como Asian Babes e Posh Housewives, então vendeu algumas participações e foi mercado de massa, lançando OK! e comprar jornais expresso, incluindo o Daily Express, Sunday Express e Daily Star da United News & Media.
Em 2018, ele vendeu o braço editorial da N&S, incluindo seus títulos de jornal e revistas, para rivalizar com o Trinity Mirror (agora Reach PLC) por cerca de $177 milhões em dinheiro mais ações.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Richard Desmond
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Richard Desmond, vinculada a Mídia e Entretenimento e 'Publicação', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 14 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.