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#583

Ricardo Faria

Origem da fortuna: Ovos

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Módulos

Biografia

Ricardo Faria fundou a Global Eggs (conhecida no Brasil como Granja Faria) em 2018, quando começou a comprar fazendas em todo o Brasil.

A empresa alcançou uma avaliação de US $ 8 bilhões em 2026, quando garantiu um investimento de US $ 1 bilhão da empresa de capital privado de Nova York Warburg Pincus.

Em 2025, a Global Eggs adquiriu fazendas Hillandale baseadas na Pensilvânia por $1,1 bilhões.

Faria, que se formou em engenharia agronômica, teve seu início empreendedor quando fundou uma lavanderia para roupa de cama e uniformes de hotel em 1997. Vendeu-o ao grupo francês Elis quase 20 anos depois por quase 400 milhões de dólares.

Faria é o CEO e possui 82% da empresa luxemburguesa.

Ativos Financeiros

Informação de ativos financeiros não disponível.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Ricardo Faria

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Ricardo Faria, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Ovos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 48 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 3.1 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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