Remo Ruffini
Origem da fortuna: Casacos de inverno
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Biografia
Remo Ruffini virou em torno de uma empresa de esportes de luxo quase falido Moncler, levando a empresa público em 2013 em um dos maiores IPOs da Itália em anos
Ruffini começou como diretor criativo da empresa em 1999 e alguns anos depois comprou a marca. Agora, presidente e CEO, ele tem uma participação de 15%.
Ruffini introduziu novas cores e desenhos na Moncler, e fez parceria com o Carlyle Group para expandir internacionalmente.
Começou nos EUA a trabalhar para a empresa de roupas do pai, Gianfranco Ruffini.
Em 1984 retornou à Itália e fundou sua própria marca, a New England Company, que foi vendida em 2000.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Remo Ruffini
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Remo Ruffini, vinculada a Moda e Varejo e 'Casacos de inverno', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 24 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.