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#3013

Randolph Lerner

Origem da fortuna: Bancos, cartões de crédito

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Módulos

Biografia

Randy Lerner deve suas riquezas a seu pai bilionário, Al Lerner (m. 2002), que fez uma fortuna em cartões de crédito.

Seu pai começou como vendedor de móveis e depois investiu em imóveis da área de Cleveland. Ele mais tarde comprou o controle da Equitable Bancorp em 1981.

Equitable Bancorp fundiu-se com Maryland National para formar cartão de crédito gigante MBNA, que foi adquirido pelo Bank of America por $35 bilhões em 2005.

Ativos Financeiros

Bolsa
NYSE
Ticker
BAC-US
Empresa
Bank of America Corp.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Randolph Lerner

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Randolph Lerner, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Bancos, cartões de crédito', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 9 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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