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Biografia
Randa Duncan Williams é presidente não executivo da Enterprise Products Partners, o gigante do gasoduto seu pai Dan Duncan (m. 2010) fundada em 1968.
Williams é o único dos quatro irmãos envolvidos no negócio da família; todos os quatro herdaram participações iguais na empresa.
A Enterprise Products possui mais de 50.000 milhas de oleodutos de energia, usinas de processamento de gás natural e uma grande instalação de armazenamento de petróleo na Costa do Golfo.
Williams entrou para o negócio da família em 1994 e tornou-se presidente e CEO da Enterprise Products em 2001.
Faz parte do conselho de administração da Rice University, onde obteve o seu diploma de bacharel em 1985.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Randa Duncan Williams
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Randa Duncan Williams, vinculada a Energia e 'Tubos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 83 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 5.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.