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Biografia
Paul Foster, baseado no Texas, construiu uma fortuna em refino de petróleo.
Em 2017, ele vendeu sua empresa Western Refining para Tesoro com sede em San Antonio por US$ 6,4 bilhões. A entidade fundida foi posteriormente renomeada Andeavor e vendida para Marathon Petroleum.
Através da Franklin Mountain Investments, Foster possui participações em mais de 30 empresas que abrangem imóveis, restaurantes e esportes. Em 2025, ele vendeu seu empreendimento energético por US$ 2,5 bilhões.
Licenciada na Baylor University e na CPA registada, Foster tratou dos livros de pequenas refinarias de petróleo em todo o Sudoeste.
Ele e seus parceiros assumiram a falência El Paso Refining em 1992. Ele comprou os sócios cinco anos depois.
Foster é administrador do Baylor College of Medicine e membro da Comissão de Parques e Vida Selvagem do Texas e do Conselho Consultivo de Energia do Federal Reserve Bank of Dallas.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Paul Foster
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Paul Foster, vinculada a Energia e 'Refinação de petróleo', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 35 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.2 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.