Patrice Motsepe
Origem da fortuna: Mineração
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Biografia
Patrice Motsepe, fundador e presidente da African Rainbow Minerals, tornou-se bilionário em 2008 - o primeiro negro africano na lista da Forbes.
Em 2016, ele lançou uma empresa de private equity, African Rainbow Capital, focada em investir em África.
Motsepe também tem uma participação em Sanlam, uma empresa de serviços financeiros listados, e é o presidente e proprietário do Mamelodi Sundowns Football Club.
Em março de 2021, Motsepe foi eleito presidente da Confederação Africana de Futebol, órgão governante do esporte no continente.
Em 1994, tornou-se o primeiro sócio negro no escritório de advocacia Bowman Gilfillan em Joanesburgo, e então começou um negócio de serviços de mineração.
Em 1997, ele comprou poços de mina de ouro de baixa produção e mais tarde tornou-os rentáveis.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Patrice Motsepe
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Patrice Motsepe, vinculada a Metais e Mineração e 'Mineração', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 26 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.6 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.