Norman Braman
Origem da fortuna: Arte, concessionários de automóveis
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Biografia
Norman Braman possui uma das maiores concessionárias de carros da Flórida, Braman Motorcars, que tem mais de US $ 3 bilhões em receita anual.
Braman fez sua primeira fortuna vendendo produtos farmacêuticos e cosméticos.
Nascido na Filadélfia, ele era um garoto da água para os Eagles, a equipe da NFL que ele comprou em 1985 e vendido em 1994 por um lucro de 120 milhões de dólares.
Um ávido colecionador de arte, ele ajudou a trazer a prestigiada feira de arte suíça, Art Basel, para Miami em 2002.
Ele e sua esposa financiaram a construção do Instituto de Arte Contemporânea de Miami, um museu gratuito que abriu em 2017.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Norman Braman
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Norman Braman, vinculada a Automotivo e 'Arte, concessionários de automóveis', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 28 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.