Nguyen Thi Phuong Thao
Origem da fortuna: Companhias aéreas
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Biografia
A primeira bilionária do Vietnã, Nguyen Thi Phuong Thao, tomou sua companhia aérea, VietJet Air, pública em 2017.
Ela lançou a companhia aérea em 2011 e fez um grande splash no início com anúncios com assistentes de bordo bikini-clad.
Nguyen teve a idéia de lançar uma companhia aérea de baixo custo enquanto ela era uma comerciante, quando ela previu que a demanda por viagens aéreas no Vietnã aumentaria.
Ela também tem investimentos em HD Bank, tecnologia, energia verde e imóveis, incluindo hotéis e resorts de praia.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Nguyen Thi Phuong Thao
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Nguyen Thi Phuong Thao, vinculada a Diversificado e 'Companhias aéreas', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 28 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.