Nassef Sawiris
Origem da fortuna: Construção, investimentos
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Biografia
Nassef Sawiris é um investidor e um descendente da família mais rica do Egito. Seus dois irmãos, Naquib e Samih, também são bilionários.
Em dezembro de 2020, ele adquiriu uma participação de 5% na Madison Square Garden Sports, proprietária das equipes NBA Knicks e NHL Rangers.
Ele dirige o OCI, um dos maiores produtores mundiais de fertilizantes nitrogenados, com plantas no Texas e Iowa; ele negocia na Euronext Amsterdam câmbio.
A Orascom Construction, uma empresa de engenharia e construção, comercializa o intercâmbio Cairo e Nasdaq Dubai.
Suas participações incluem uma participação de quase 6% no gigante alemão desportswear Adidas.
Nassef Sawiris juntou-se ao Grupo de Investimento da Fortaleza Wes Edens para comprar o Clube de Futebol Aston Villa da Premier League.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Nassef Sawiris
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Nassef Sawiris, vinculada a Construção e Engenharia e 'Construção, investimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 69 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 4.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.