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Judy Faulkner
#368

Judy Faulkner

Origem da fortuna: Software de saúde

Patrimônio líquido

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Módulos

Biografia

Judy Faulkner fundou o provedor de software de registro médico Epic Systems em um porão de Wisconsin em 1979.

Faulkner, programadora de computador, é CEO da empresa de US$ 5,7 bilhões (2024 vendas), da qual possui uma estimativa de 43%.

Épico suporta os registros médicos de mais de 250 milhões de pacientes e é usado por centros médicos de topo, como Johns Hopkins e Mayo Clinic.

A empresa nunca levantou capital de risco ou fez uma aquisição, e desenvolve todo o seu software interno.

Faulkner assinou o juramento de doação em 2015 e concordou em eventualmente dar 99% de seus ativos para uma fundação privada de caridade.

Em 2024, ela disse à Forbes que estava vendendo regularmente cerca de US$ 100 milhões de suas ações épicas um ano atrás para a empresa, com receitas indo para sua fundação de caridade, Roots & Wings.

Ativos Financeiros

Informação de ativos financeiros não disponível.

A grande mentira das megafortunas: O caso de Judy Faulkner

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Judy Faulkner, vinculada a Tecnologia e 'Software de saúde', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 68 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 4.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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