Murat Ulker
Origem da fortuna: Alimentos
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Biografia
Murat Ulker possui 63% da Yildiz Holding, que produz uma ampla gama de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas.
Yildiz gastou $850 milhões para comprar chocolateria belga Godiva em 2007 e $3,2 bilhões para comprar biscoitos Unidos do Reino Unido em 2014.
Para estabelecer uma estrutura mais global, ele fundiu United Biscuit, Ulker Biscuit e DeMet's Candy sob o teto da Pladis Foods, baseada em Londres.
No início de 2019, Godiva anunciou a venda de partes do seu negócio Ásia-Pacífico, juntamente com uma instalação de produção na Bélgica, para a empresa PE MBK Partners.
Yildiz está usando alguns dos lucros da venda para expandir o negócio de café de Godiva de 20 lojas para mais de 2.000 globalmente até 2025.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Murat Ulker
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Murat Ulker, vinculada a Alimentos e Bebidas e 'Alimentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 37 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.