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Mori Arkin
#2546

Mori Arkin

Origem da fortuna: Medicamentos

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Biografia

Mori Arkin começou seus negócios em 1972 ajudando seu pai a dirigir uma pequena empresa de distribuição farmacêutica israelense.

Os Arkins mudaram-se para a fabricação de medicamentos genéricos, fundando as Indústrias Agis.

Em 2004, eles venderam Agis para a empresa farmacêutica americana Perrigo por $818 milhões em dinheiro e ações.

Ainda com problemas de saúde, ele supervisionou uma oferta pública de janeiro de 2018 na Nasdaq da Sol-Gel Technologies, uma empresa de dermatologia. Tem mais de 62%.

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Mori Arkin

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Mori Arkin, vinculada a Saúde e 'Medicamentos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 11 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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