Mohamed Mansour
Origem da fortuna: Diversificado
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Biografia
Mohamed Mansour supervisiona o conglomerado familiar Mansour Group, que foi fundado por seu pai Loutfy (d. 1976) em 1952 e tem 60.000 funcionários.
Mansour estabeleceu concessionárias General Motors no Egito em 1975, mais tarde tornando-se um dos maiores distribuidores da GM em todo o mundo.
O Grupo Mansour também tem direitos exclusivos de distribuição de equipamentos de Caterpillar no Egito e em outros sete países africanos.
Mansour, que tem cidadania egípcia e britânica, serviu como ministro do transporte do Egito de 2006 a 2009 sob o regime de Hosni Mubarak.
Seus irmãos Yasseen e Youssef, que compartilham a propriedade no grupo familiar, também são bilionários; seu filho Loutfy cabeças de capital privado braço Man Capital.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Mohamed Mansour
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Mohamed Mansour, vinculada a Diversificado e 'Diversificado', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 29 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.