Mohamed Alabbar
Origem da fortuna: Imobiliário, restaurantes
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Biografia
Mohamed Alabbar é o fundador da imobiliária emaar Properties, que construiu a torre mais alta do mundo, Burj Khalifa.
Ele fundou a empresa em 1997 e tornou-a pública na bolsa de valores de Dubai em 2000. Ele se demitiu como presidente em 2020.
A maior parte da fortuna de Alabbar vem de sua participação de 33% em Americana Restaurants, que possui franquias de fast food no Oriente Médio.
Em 2014, Alabbar fundou Eagle Hills em Abu Dhabi, que desenvolveu apartamentos de alta qualidade, hotéis e varejo em 10 países em três continentes.
A Alabbar também detém participações na plataforma de comércio electrónico baseada em Riade Noon.com e no banco digital de Dubai Zand Bank.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Mohamed Alabbar
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Mohamed Alabbar, vinculada a Diversificado e 'Imobiliário, restaurantes', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 23 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.4 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.