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Biografia
Michelle Yu Xia é co-fundadora, presidente e CEO da empresa de biotecnologia chinesa Akeso, que tem várias drogas aprovadas na China para tratar o câncer.
Akeso capturou a atenção no mundo da biotecnologia porque uma de suas drogas superou o best-seller da Merck Keytruda em um teste de Fase 3 em 2024.
O sucesso dessa droga Akeso, ivonescimab, aumentou o preço das ações de Akeso; a empresa está listada na Bolsa de Valores de Hong Kong.
Antes de Akeso, Xia trabalhou em pesquisa e em empresas de biotecnologia dos EUA por uma dúzia de anos a partir de meados da década de 1990 e obteve cidadania dos EUA enquanto na América.
Akeso licenciou sua droga mais promissora para o câncer para a firma de Miami Summit Therapeutics em 2022 para mercados, incluindo os EUA, Europa e Japão.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Michelle Xia
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Michelle Xia, vinculada a Saúde e 'Biotecnologia', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 7 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.