Mathias Kamprad
Origem da fortuna: IKEA
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Biografia
Ingvar Kamprad, que morreu em 2018, transferiu a maior parte de seu império Ikea para fundações nos anos 80, mas manteve o suficiente para tornar seus filhos bilionários.
Mathias e seus irmãos possuem o Grupo Ikano, que foi criado para gerenciar os negócios de imóveis e serviços financeiros de Ikea, mas foi perdido em 1988.
Hoje o Grupo Ikano é uma empresa de vendas de US$ 2,1 bilhões com interesses em bancos, imóveis e centros comerciais asiáticos.
Mathias, o irmão mais novo, é membro do conselho de administração da Inter Ikea Holding, proprietário dos bens de propriedade intelectual.
Pertence ao conselho de administração do Grupo Ikano e ao conselho de supervisão da Interogo, uma fundação com sede no Liechtenstein que é o último proprietário da Ikea.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Mathias Kamprad
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Mathias Kamprad, vinculada a Finanças e Investimentos e 'IKEA', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 8 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.5 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.