Martin Viessmann
Origem da fortuna: Equipamento de aquecimento e arrefecimento
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Biografia
Martin Viessmann é presidente do conselho executivo do Viessmann Generations Group, uma empresa de investimento familiar com o objetivo autodeclarado de "co-criar espaços de vida para as gerações futuras".
É neto do fundador Johann Viessmann. A empresa privada tem 12.000 funcionários e 23 divisões de produção em 12 países.
Martin imagina um mundo onde as emissões de CO2 são reduzidas em 80% e o consumo de energia fóssil em dois terços.
Em 2012, a empresa recebeu o Prêmio Globo de Energia para Sustentabilidade na categoria "Air". Em 2013, Martin foi nomeado Gerente do Ano da Greentech.
O filho do Martin, Maximilian, é o co-CEO da empresa. Sua filha, Anna Katharina, é um membro não executivo do conselho da companhia holding familiar.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Martin Viessmann
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Martin Viessmann, vinculada a Manufatura e 'Equipamento de aquecimento e arrefecimento', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 21 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.