Martin Lau
Origem da fortuna: Internet
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Biografia
Martin Lau é o presidente do gigante chinês da internet Tencent.
Ele se tornou um bilionário pela primeira vez em 2017 depois que ações Tencent saltou em um terço em relação ao ano anterior.
Nascido em Pequim, Lau cresceu em Hong Kong e foi educado nos EUA.
O crescimento de Tencent foi atingido em meio à repressão da China às empresas de tecnologia em 2021, mas conseguiu fazer um retorno ao introduzir novos jogos e vender mais anúncios no popular aplicativo de mensagens WeChat.
Ele se senta no conselho de várias empresas de Hong Kong e no exterior, como o varejista de desconto online Vipshop.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Martin Lau
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Martin Lau, vinculada a Tecnologia e 'Internet', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 21 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.3 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.