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Marc Lipschultz
#2436

Marc Lipschultz

Origem da fortuna: Capital próprio

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Biografia

Marc Lipschultz é um cofundador e co-CEO da Blue Owl, uma empresa de investimento especializada em crédito privado com 250 bilhões de dólares em ativos sob gestão.

Lipschultz passou mais de 20 anos na KKR, gigante de private equity, e foi seu chefe de investimentos em energia e infraestrutura quando partiu em 2016.

Ele co-fundou a Owl Rock Capital em 2016 com Doug Ostrover e Craig Packer, que se fundiu com a Dyal Capital para formar Blue Owl em 2021.

Lipschultz foi promovido do presidente para co-CEO da Coruja Azul ao lado de Ostrover em maio de 2023.

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A grande mentira das megafortunas: O caso de Marc Lipschultz

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Marc Lipschultz, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Capital próprio', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 12 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 0.8 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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