Leonid Boguslavsky
Origem da fortuna: Capital de risco
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Biografia
Leonid Boguslavsky é fundador da empresa de capital de risco RTP Global, fundada como Ru-Net em 2000 na Rússia.
Um de seus primeiros investimentos foi uma aposta inicial na empresa de busca russa Yandex, na qual ele aparentemente fez 400 vezes seu dinheiro inicial na saída.
A RTP investiu em mais de 150 empresas, das quais cinco se tornaram empresas públicas multibilionárias: Yandex, EPAM, Delivery Hero, RingCentral e Datadog.
No início da década de 1990, ele construiu um dos maiores integradores de soluções de TI da Rússia, que ele vendeu para a PwC em 1996. Ele ficou inicialmente como sócio sênior.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Leonid Boguslavsky
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Leonid Boguslavsky, vinculada a Finanças e Investimentos e 'Capital de risco', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 63 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 4.0 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.