Leonardo Maria Del Vecchio
Origem da fortuna: Óculos
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Biografia
Leonardo Maria Del Vecchio é um dos seis filhos de Leonardo Del Vecchio, o falecido presidente (m. 2022) de EsselorLuxottica, a maior empresa mundial de óculos.
Herdou uma participação de 12,5% na holding de seu pai, Delfin, após sua morte, juntamente com sua mãe e seis meio-irmãos.
Além da EssilorLuxottica, a Delfin também detém ações na seguradora Generali; bancos Monte dei Paschi di Siena e UniCredit; e imobiliária Covivio.
Leonardo Maria é um dos dois herdeiros de seu pai para trabalhar na empresa; ele serve como chefe de estratégia de EssilorLuxottica.
Ele também é presidente de Ray-Ban, que EssilorLuxottica adquiriu por $640 milhões em 1999.
Ativos Financeiros
A grande mentira das megafortunas: O caso de Leonardo Maria Del Vecchio
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Leonardo Maria Del Vecchio, vinculada a Moda e Varejo e 'Óculos', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 43 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.