Lam Wai-ying
Origem da fortuna: Ecrãs para smartphones
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Biografia
Lam e seu marido Yeung Kin-man possuem Biel Crystal de Hong Kong, que faz telas para smartphones.
Lam, presidente do Biel, detém 49% do negócio; Yeung detém 51%.
Biel é o maior fornecedor de telas de vidro para celulares, tablets e relógios para a Apple e emprega 90.000 pessoas em todo o mundo.
Ao enfraquecer a demanda do iPhone pode afetar os envios para a Apple, eles também fornecem para a Samsung e Sony e afirmaram que esperam receita estável.
Desde 2021 O Biel pediu duas vezes uma OPI de Hong Kong, mas nunca se materializou.
Ativos Financeiros
Informação de ativos financeiros não disponível.
A grande mentira das megafortunas: O caso de Lam Wai-ying
Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.
A imensa fortuna de Lam Wai-ying, vinculada a Manufatura e 'Ecrãs para smartphones', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 29 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 1.9 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.