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Jorge Moll Filho
#687

Jorge Moll Filho

Origem da fortuna: Serviços hospitalares

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Biografia

Jorge Neval Moll Filho é cardiologista e empresário que fundou a Rede D'Or, uma das maiores operadoras de hospitais e laboratórios do Brasil.

Moll começou seu negócio com um laboratório de diagnóstico de saúde em 1977.

A Rede D'Or possui mais de 30 hospitais. Em 2010, a Moll vendeu a subsidiária Labs D'Or para a Fleury SA por mais de 750 milhões de dólares.

Em 2015, a empresa de private equity Carlyle Group e o fundo de riqueza soberana da Singapura GIC compraram participações na Rede D'Or, gastando mais de 500 milhões de dólares.

Moll mora no Rio de Janeiro e é presidente do conselho de administração da Rede D'Or.

Ativos Financeiros

Bolsa
SAO PAULO
Ticker
RDOR3-BR
Empresa
Rede DOR Sao Luiz S

A grande mentira das megafortunas: O caso de Jorge Moll Filho

Os bilionários costumam ser apresentados sob o mito romântico da 'pessoa que se fez por si mesma': uma narrativa concebida para justificar a opulência como a recompensa natural pelo trabalho duro, esforço ou engenhosidade. No entanto, ao confrontar volumes tão extremos de riqueza com a realidade macroeconômica, a narrativa da meritocracia desmorona por completou. Nenhum indivíduo pode gerar legitimamente, com seu esforço pessoal, um patrimonio equivalente a milhões de vezes o salário médio da classe trabalhadora. O capital no topo não cresce por um talento excepcional; ele se expande por uma dinâmica implacável onde o dinheiro acumulado trabalha exponencialmente mais rápido do que as pessoas, devorando a riqueza gerada pelo trabalho produtivo.

A imensa fortuna de Jorge Moll Filho, vinculada a Saúde e 'Serviços hospitalares', não foi construída em um vácuo de livre mercado, mas por meio do aprisionamento de rendas (rentismo), do uso de influências exclusivas da elite, da consolidação de posições monopolísticas ou da herança patrimonial. Longe de assumir riscos privados reais, os impérios dos bilionários dependem estruturalmente do apoio do Estado através de subsídios diretos, uso de infraestruturas, exploração de P&D, contratos públicos e engenharia fiscal offshore. Enquanto esse patrimônio equivale ao peso físico de 43 toneladas de ouro puro, o resto do planeta sofre com uma escassez artificial de recursos básicos. O fato de essa riqueza ser suficiente para financiar integralmente o sistema público de saúde de RD Congo, um país com mais de 105800000 milhões de habitantes por 2.7 anos, demonstra que a acumulação ilimitada não é uma conquista empresarial, mas o sequestro da soberanis democrática.

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